do outro. Não se misturam. Alva água,
óleo preto. Paralelos verticais.
Branco, negro; branco, negro; branco negro.
Alternadamente vizinhos, limítrofes.
São congruentes listras em comprimento,
em largura, em profundidade. No peito
do rio branco, uma gigantesca flor
de vitória-régia mutante, disforme
em escudo, toda pretíssima, serve
como espreguiçadeira fluvial para
uma estrela pitagórica, de cinco
pontas, e mítica, supersticiosa,
e rainha e cintilante – e solitária,
mas que uma torcida sofredora em coro,
multidão receosa de apaixonados,
consagra em hino de louvor lamartino:
"Botafogo, Botafogo, campeão…"
106 anos de gols e de paixão!

1 Comentários:
remo
Vc continua um primor
Apesar de botafoguense
hehhe
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