Desapropriadamente amante.

Das palavras, diga-se.
Porque subvertor
de signos da áurea
ira aureliana
ritmada de patacões bíblicos
severos a encarar revisores.
E, por isso, justo e certeiro,
adequadamente poeta.
Dê-lhe palavras ao vento – céu,
nuvem, sol, firmamento – pois ele
replicará, num bom regurgito
alfaiate, um poema vestido
de nudez de olhar puro, ilibado.
Num fraque de céu,
cartola de nuvem
e monóculo de sol,
o Firmamento vislumbra
o casamento do Horizonte,
vestido de pajem, com uma Ponte
ornada de penas
mil de rouxinol,
assobiando amor vasto
entre as pedras, pedras, pedras,
em cerimônia de cordel,
escrivinhada em papel de pão.
A metáfora nasceu antes
da poesia, quase junto
do momento-chave que o lúdico
fecundou a primeira imagem
e um verso escorreu numa poça,
refletindo a um reles profeta
a criação vindoura de um poeta.
Ser e adequadamente verbo.
E também substantivo. E palavra.
Inadvertidamente.
Ilimitada
-mente.
de signos da áurea
ira aureliana
ritmada de patacões bíblicos
severos a encarar revisores.
E, por isso, justo e certeiro,
adequadamente poeta.
Dê-lhe palavras ao vento – céu,
nuvem, sol, firmamento – pois ele
replicará, num bom regurgito
alfaiate, um poema vestido
de nudez de olhar puro, ilibado.
Num fraque de céu,
cartola de nuvem
e monóculo de sol,
o Firmamento vislumbra
o casamento do Horizonte,
vestido de pajem, com uma Ponte
ornada de penas
mil de rouxinol,
assobiando amor vasto
entre as pedras, pedras, pedras,
em cerimônia de cordel,
escrivinhada em papel de pão.
A metáfora nasceu antes
da poesia, quase junto
do momento-chave que o lúdico
fecundou a primeira imagem
e um verso escorreu numa poça,
refletindo a um reles profeta
a criação vindoura de um poeta.
Ser e adequadamente verbo.
E também substantivo. E palavra.
Inadvertidamente.
Ilimitada
-mente.







